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Arquivo da Categoria: CTSA

SARS-CoV-2 vs ETARs

Portugal vai analisar águas residuais para detectar SARS-CoV-2

Projecto analisará águas residuais à entrada e à saída de estações de tratamentos de águas de centros urbanos. Objectivo é criar um sistema de alerta precoce da presença do SARS-CoV-2.

As águas usadas que vão para as estações de tratamento de águas residuais (ETAR) são vulgarmente designadas por esgotos. A sua análise pode ser uma forma de se detectar agentes patogénicos que são excretados na urina ou nas fezes. Há agora cientistas a tentar aplicar esta análise ao SARS-CoV-2.

No final de Março, cientistas holandeses anunciaram que tinham detectado material genético do SARS-CoV-2 em várias estações de tratamento do país. “Uma estação de tratamento pode recolher águas residuais de mais de um milhão de pessoas”, disse ao site da revista Nature Gertjan Medema, microbiólogo do Instituto de Investigação da Água (KWR), nos Países Baixos, e membro da equipa que fez essa detecção. “A monitorização do caudal influente [nas ETAR] pode dar-nos melhores estimativas de quão difundindo está o coronavírus, porque a vigilância às águas residuais pode detectá-lo naqueles que não foram testados e que apenas têm sintomas leves ou não têm mesmo sintomas.”

O método usado para detectar o vírus nas águas residuais chama-se RT-PCR (transcrição reversa da reacção em cadeia de polimerase), que também é usado para detectar o coronavírus nas pessoas. Neste método, procuram-se certos fragmentos do ARN (o material genético) do vírus.

Entretanto, já foi detectada a presença do vírus em esgotos nos Estados Unidos, na Suécia e noutros países. Há um grande entusiasmo na comunidade científica sobre este assunto e vários países estão a mobilizar-se para analisar as águas residuais como forma de vir a estimar o número de infecções na comunidade. Por exemplo, a equipa do KWR pretende monitorizar a presença do SARS-CoV-2 em águas residuais recebidas em grandes estações de tratamento nos Países Baixos. A ideia é estudar as tendências da propagação da pandemia no país e ter um sistema de alerta para futuros surtos.

Antecipar um novo surto

Em Portugal, o projecto criado chama-se Covidetect e é composto pelo Instituto Superior Técnico (IST), a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Águas do Tejo Atlântico, a Direcção-Geral da Saúde, a EPAL, Águas do Norte e a Simdouro. Através da análise de águas residuais em ETAR pretende-se detectar, quantificar, caracterizar e modelar o vírus.

Para isso, irá investigar-se as águas residuais à entrada e saída de ETAR de centros urbanos. “Também queremos perceber se há eliminação do vírus caso ele esteja presente à entrada da ETAR e se é removido com tratamentos que lá existem”, explica Sílvia Monteiro, investigadora do IST que participa neste projecto ao nível do desenvolvimento das metodologias para a detecção e quantificação do SARS-CoV-2 nas águas residuais​. A detecção do vírus será feita através de RT-PCR num laboratório do IST.

Prevê-se que o projecto tenha uma primeira fase de desenvolvimento e validação do método de cerca de um mês, nota o Ministério do Ambiente e da Acção Climática em comunicado. Depois, seguir-se-á a monitorização de cinco ETAR nos seis meses seguintes, tal como a modelação ecoepidemiológica das cargas virais e sequenciação dos genomas de SARS-CoV-2 nas águas residuais.

A longo prazo, devidamente contextualizado com outros dados e se tal for possível, este projecto poderá contribuir para estimar o número de infectados, incluindo os pré-sintomáticos e os assintomáticos, assinala Ricardo Santos, investigador do IST e também participante no projecto​. E não só: “Para além da detecção em si, pode ser um early warning system [um sistema de aviso prévio] de possíveis ressurgimentos deste surto, bem como a possibilidade de mimetizar esta detecção para outros surtos ou outras doenças”, esclarece. No comunicado do Ministério do Ambiente realça-se mesmo que o objectivo do projecto é “criar um sistema de alerta precoce da presença do SARS-CoV-2”, contribuindo assim para melhorar a resposta em eventuais novos surtos da doença.

“A ideia é fazer a detecção do SARS-CoV-2 nas águas residuais não só para se verificar quando há um decréscimo no número de infectados e que o coronavírus está a sair de circulação, mas, havendo um novo pico, começar logo a perceber-se isso nas águas residuais”, resume Sílvia Monteiro. “Fala-se de que [o surto] poderá voltar no Inverno e as águas residuais poderão ser um indicador de que o coronavírus está novamente a circular na população.”

Esta investigação já tinha sido anunciada a 9 de Abril pelo ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, que garantia que o ministério daria “toda a prioridade” a este projecto. “Esta pode ser mesmo uma forma de prevenir futuras pandemias”, dizia num vídeo partilhado no Twitter. A partir do momento em que se detectar a presença deste vírus ou de vírus parecidos nos esgotos quando estão a ser tratados, referia ainda Matos Fernandes, essa será uma forma alertarmos muito depressa as autoridades de saúde e reduzirmos o impacto de pandemias como estas que venham a acontecer no futuro.

E a transmissão?

Célia Manaia nota que o grande interesse deste tipo de vigilância é a prevenção. “Antes de começar a haver sintomas na comunidade pode já haver um indício nos esgotos”, nota a investigadora na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, que não integra este projecto, mas foi a responsável pelo primeiro estudo europeu de vigilância de resistência a antibióticos em ETAR. Contudo, refere que, no caso do SARS-CoV-2, não sabemos qual é a proporção de vírus que chega a um esgoto e se teremos amostras representativas do surto na população. Tanto Ricardo Santos como Sílvia Monteiro referem que ainda é prematuro dizer que é representativo da comunidade.

No fundo, os esgotos podem ser um espelho real do que se passa ou dão uma imagem difusa? “Imaginemos que o que aparece no esgoto corresponde a 10% daquilo que efectivamente está a ser produzido na comunidade”, exemplifica a investigadora. “Pode ser muito pouco para ter níveis de detecção suficientes para se fazer uma vigilância epidemiológica.” Ou seja, ainda não é certo que possa servir de espelho e os investigadores têm de garantir que estão a analisar uma amostra representativa do que está a ser excretado pela população.

Mesmo assim, Célia Manaia diz que poderá ser importante na antecipação de um novo surto: “Antes de começar a haver muitos casos diagnosticados, pode já começar a haver uma percepção [através dos esgotos] de que a prevalência do vírus está a aumentar na comunidade. Aí, pode começar a haver medidas de confinamento. Isto funcionaria mais como uma acção preventiva do que propriamente uma acção de remedeio.”

Outra das questões que se colocam é: será que o coronavírus é transmissível nas águas residuais? “A partir do momento em que se encontram partículas virais nos esgotos, claro que existe essa possibilidade. Mas, em termos de transmissão, se existisse algum risco – que acho que será muito diminuto –, seria sobretudo para as pessoas que operam as estações de tratamento de águas residuais e esgotos”, responde Célia Manaia, salientando que a transmissão para o ambiente será “muito pouco provável” a não ser que não exista saneamento.

Também Hans Ruijgers, responsável pela comunicação do KWR, disse ao PÚBLICO que não há provas de que a água seja um veículo de transmissão do SARS-CoV-2. “Fragmentos de ARN do vírus foram detectados nas águas residuais, mas é pouco provável que sejam infecciosos”, afirmou. Quanto aos profissionais desses locais, refere que têm equipamento de protecção e que a tanto a Organização Mundial da Saúde como os Centros para a Prevenção e Controlo das Doenças dos Estados Unidos indicaram que as medidas normais de protecção e higiene são adequadas.

Fonte: https://www.publico.pt/2020/04/20/ciencia/noticia/portugal-vai-analisar-aguas-residuais-detectar-sarscov2-1913017?fbclid=IwAR1yxG5HL1QsQtBKvUqnD8OQ4N-NSrNJQhKzi8Gzy2XFu72RwvnWLJXZP5w

Outra notícia referente ao mesmo tema: https://observador.pt/2020/04/20/aguas-residuais-comecam-a-ser-testadas-a-covid-19/

 
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Publicado por em 26 de Abril de 2020 em Acontece, Biotecnologia, CTSA, Unidade 3.

 

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Preservar a biodiversidade

https://expresso.pt/sociedade/2020-02-21-Portugal-envia-sementes-de-milho-feijao-e-trigo-para-arca-de-Noe-na-Noruega?fbclid=IwAR1F5uxRCLaOjUIa2zs1Lab9RcWLQh28yYwj1PzxmbLzkLuzo_91AOm7pBs

 
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Publicado por em 16 de Abril de 2020 em 11.º ano, CTSA, Unidade 4

 

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Protegido: Voltar à Escola ( A senha é de sempre!)

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Publicado por em 15 de Abril de 2020 em Acontece, CTSA, Praticas, Práticas Colaborativas, Trabalhos feitos pelos alunos, Unidade 3.

 

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Decreto-Lei n.º 14-G/2020

Estabelece as medidas excecionais e temporárias na área da educação, no âmbito da pandemia da doença COVID-19

LEI_COVID-19

Fonte:https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/131393158/details/maximized?fbclid=IwAR0jMKzv0SPdQNYf4f7MW-22E3eM0bv0r2lgNZL-0lvFRGn__0ZaNFaxcAo

 

 
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Publicado por em 14 de Abril de 2020 em Acontece, CTSA, LEGISLAÇÃO, Unidade 3.

 

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Recursos pensados para os mais pequenos_COVID-19

https://www.coronakids.pt/?fbclid=IwAR1oq2IoeGQApsOxHFmNg1jdB1Z1g5A8GqgML6AeM7Tai8suAI3Dyr6-eYk

 
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Publicado por em 11 de Abril de 2020 em CTSA, Unidade 3.

 

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Onde se “encaixam” os vírus?

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https://www.infoescola.com/biologia/archaea/

Duração do vídeo: 15 minutos

1.- Porque não estão integrados os vírus em nenhum dos 3 domínios da Vida apresentados proposto por Carl Woese em 1990?

2.- Que hipóteses estão “em cima da mesa” sobre quem apareceu primeiro: os vírus ou as primeiras células (procarióticas/ eucarióticas)?

3.- Quando é que um vírus adquire o mesmo potencial infeccioso que uma bactéria patogénica no organismo humano?

4.- Que importância teve o cientista David Baltimore na virologia?

5.- Em quantas categorias são subdivididos os vírus? Como são identificadas as diferentes categorias? Quantas dessas categorias afetam os seres humanos?

6.- Qual o critério bioquímico mais importante importante usado na diferenciação dos vírus?

7.- Identifica a que grupo pertence/ que característica bioquímica tem  o vírus que provoca a Varíola. Justifica a pouca preocupação que exista para com o vírus da varíola. O que permitiu erradicá-la?

8.- Identifica outros vírus que pertencem ao mesmo grupo a que pertence o vírus da varíola.

9.- Que particularidade têm os vírus inseridos no Grupo II? E os que se encontram no Grupo III? (minuto 5- MI)

10. O que determina a classificação dos vírus que pertencem ao Grupo IV como positivos e aos que pertencem ao Grupo V como negativos?

11.- Em que difere uma gripe  de uma constipação?

12.- A poliomielite é uma doença mais relacionada com que tipologia de vírus: o que está na origem de uma gripe ou de uma constipação?

13.-  Considerando as características da doença poliomielite, justifica a importância dos meios usados no seu controle.

14.-  Indica o grupo a que pertence o vírus que provoca a COVID-19.

15.-  Indica uma característica que parece (até à data) distinguir o vírus da COVID-19 dos outros vírus que estiveram na origem das pandemias mais recentes.

16.- Que grupos de vírus são classificados como retrovírus, na atualidade? O que têm em comum?

17.- Que importância podem assumir os retrovírus na compreensão das linhas evolutivas?

18.- Identifica reinos que contém agentes infecciosos para o organismo humano.

ACTIVIDADE SUJEITA AINDA A REVISÃO

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Publicado por em 11 de Abril de 2020 em CTSA, Unidade 3.

 

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Portugal vai ter testes de imunidade. O que são e como podem ajudar a economia?

“A DGS anunciou que Portugal vai fazer testes de imunidade, juntamente com outros países. Para o infecciologista Jaime Nina, “é a forma mais segura” de salvar o país da paragem total. O especialista explica como são feitos e quem deve fazer estes testes em primeiro lugar.

Já lá vão cerca de três meses desde que o mundo conheceu o vírus e a doença dele decorrente que vieram abalar o bem-estar de todos os países. Com perto de 64 mil mortes confirmadas globalmente, grande parte das nações foi obrigada a parar as suas escolas, as suas empresas e fronteiras. E já é certo que as mazelas deixadas pela pandemia de covid-19 serão devastadoras na economia mundial. Mas “o país não precisa de parar na totalidade” se procurarmos uma solução na ciência, além da vacina (que parece estar longe de se conhecer), lembra o infecciologista Jaime Nina.

Falamos de testes de imunidade, que a Direção-Geral de Saúde (DGS) admitiu este sábado, em conferência de imprensa, já estarem em estudo. Não sendo testes de diagnóstico, “são importantes para saber quantas pessoas já tiveram a infeção” e, assim, “poder por uma parte do país a regressar à normalidade”, diz o especialista.

O que são testes de imunidade?

“Imagine que falamos de ratos nas nossas casas” e que este é, em forma de analogia, o vírus a combater. “Um teste direto [aquele que utilizamos para diagnosticar a covid-19] serve para ver se o rato está lá em casa, mostra-nos a fotografia dele a um canto, comprovando a sua presença”, explica o infecciologista Jaime Nina. Mas há ainda os “testes indiretos”, através dos quais “seguimos as pegadas do animal, mesmo que ele não esteja visível por lá”. “Se não conseguirmos ver ratos, mas virmos coisas roídas ou fezes correspondentes ao animal, podemos saber que ele anda pela casa”, acrescenta. Estes são os testes imunológicos.

Os atuais testes de diagnóstico “são ótimos para detetar a doença aguda, mas péssimos para dizer qual a percentagem da população que é resistente”. Ou melhor, aquela que desenvolveu anticorpos – moléculas fabricadas pelo sistema imunitário, “que funcionam como balas que eliminam os agentes invasores”. E aqui vale lembrar que “os anticorpos são estimulados pelo vírus”, por isso, só serão desenvolvidos após o mesmo ter passado pelo nosso sistema e ter sido, posteriormente, combatido. O que os testes de imunidade são capazes de mostrar é se estes anticorpos existem no organismo do doente. No caso de a resposta ser positiva, considera-se a pessoa em causa imune ao vírus.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, juntamente com outros países, vai avançar com a produção destes exames. Mas já estão a ser aplicados em países como Singapura e China, além de que foi aprovado pela FDA, a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, alguns testes também pela Agência Europeia do Medicamento. Contudo, por cá, “aguardamos a aprovação do Infarmed”.

São fiáveis?

Raramente os testes de diagnóstico concluem falsos positivos, mas pode acontecer e com os testes imunológicos não é exceção. Ao fazer a examinação, o teste pode “fazer cruzamentos com outros tipos de coronavírus, que provavelmente todos nós já tivemos”, representando assim um falso positivo. Lembre-se que a covid-19 é a doença decorrente de um tipo específico de coronavírus.

Mas é precisamente a pensar nos falsos positivos e nas consequências daí decorrentes que a aplicação destes testes é antecedida por estudos, “para sabermos se são fiáveis ou não”. Porque “mesmo que tenhamos falsos positivos numa percentagem relativamente baixa”, estes dados iriam “falsear completamente a imagem que se tem do país”.

Também devido ao falso diagnóstico é que o especialista Jaime Nina receia que os testes sejam vendidos através das farmacêuticas, “que não são agentes beneméritos, procuram lucro”. “Pode dar uma falsa sensação de segurança a quem compra o teste, que tem falso positivo”, concluindo erradamente que tem os anticorpos necessários para combater o vírus.

Até agora, diz, “um dos grandes obstáculos na investigação deste vírus é não ter sido encontrado um bom modelo animal” para auxiliar a mesma. “Ratos estão fora de questão”, porque são resistentes ao vírus. “O chimpanzé pode ser um ótimo candidato, porque é parecido com o Homem, é um animal grande e com uma vida longa, mas é um animal caríssimo para se ter em laboratório”, explica.

Quem terá de fazer os testes?

Quando a DGS a anunciou os estudos que estavam em curso para a criação de exames imunológicos, não indicou detalhes sobre como seria a sua aplicação nem quem teria prioridade no processo. No entanto, Jaime Nina acredita que há dois grupos principais a ter em conta.

Um deles são as crianças, “possibilitando a reabertura das escolas” e menos improvisos no sistema de ensino, que afetam milhares de famílias. Por outro lado, aqueles que estão na fila da frente do combate, os profissionais de saúde. “Se garantirmos que são imunes, podemos gerir os recursos de forma completamente diferente”, diz o especialista. Aliás, na quinta-feira, o secretário de Estado da Saúde avançava que havia 1124 profissionais de saúde entre o total de infetados em Portugal. Sete médicos e um enfermeiro estavam internados nos cuidados intensivos.

Que vantagem nos dá?

Esta pode não ser a única forma de fazer com que as cicatrizes na economia do país e do mundo sejam menores, “mas é a mais segura”, garante o infecciologista. Por isso mesmo, diz que “era um teste que estava a faltar” e que “é fundamental para tomar decisões de saúde pública”.

O que nos pode dar, afinal, a introdução destes testes? Um regresso, ainda que lento, à normalidade, diz o especialista. “Por exemplo, uma das primeiras medidas tomadas em Portugal (e em grande parte do mundo) foi fechar as escolas e mandar as crianças e jovens para casa. Nós sabemos que há muito poucas crianças diagnosticadas, mas não são testadas porque não têm sintomas ou porque são naturalmente resistentes ao vírus? Neste momento, ninguém sabe. O que a realidade nos mostra é que elas são normalmente assintomáticas quando contraem o vírus e se isso for verdade significa que já estão vacinadas, já não irão contrair o vírus. Se fizermos testes de imunidade a todas e descobrirmos que 80% já teve a infeção, qual é a lógica de as manter em casa e com as escolas fechadas?”, esclarece.

Além disso, quando comparados com os testes de diagnóstico, “são mais rápidos, porque há maneiras de os transformar em testes que permitam respostas em 10 ou 15 minutos”. E também “muitíssimo mais baratos”: se “os testes diretos são avaliados em centenas de euros [apesar de serem subsidiados], os indiretos medem-se em cêntimos e não euros”, relativamente ao preço que é vendido às farmácias.

A imunidade existe mesmo?

O que são três meses na história de uma pandemia? Tempo insuficiente para conhecer o seu criador. Por isso mesmo, pouco se sabe sobre o novo coronavírus e nem aqueles que integram a contagem de casos recuperados têm certezas sobre o que lhes reserva o futuro. Podemos ou não ser imunes? E contraí-lo novamente?

Jaime Nina diz que “há alguma evidência indireta de que uma pessoa que foi infetada provavelmente não voltará a estar”, mas no caso de acontecer já criou os anticorpos necessários para o combater. Também “a evidência de outros agentes diz-nos que sim: as pessoas que tiveram SARS [coronavírus relacionado à síndrome respiratória aguda grave] são naturalmente resistentes e nunca mais se infetam, ficaram imunizadas para o resto da vida”, acrescenta.

No seguimento desta lógica, países como a Suécia e, num período inicial do surto, também o Reino Unido, procuraram combater o vírus através da imunidade de grupo. Uma tática que fez soar os alarmes na Organização Mundial de Saúde (OMS). “Não sabemos o suficiente da ciência do vírus, não está na nossa população há tempo suficiente para sabermos o que faz em termos imunológicos”, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris, numa entrevista à Rádio BBC 4.

“Não é disparatada. Se protegermos os grupos de risco, podemos deixar que a restante franja da população se infete para ganhar imunidade e o país não ser obrigado a parar”, comenta Jaime Nina. “E se a pandemia voltar, quando acharmos que já está tudo seguro? O país volta a fechar?”, lança a questão.

A diretora-geral da Saúde disse este sábado, em conferência de imprensa, que está a ser estudado “como é que esses testes podem ser feitos e quando é a altura ideal”, lembrando que “o histórico deste vírus é muito curto” e que “temos de aguardar que o tempo passe para sabermos mais coisas”. Graça Freitas alertou que é provável que os estudos tenham de ser posteriormente repetidos, para se verificar a duração desta imunidade.

Fonte: https://www.dn.pt/pais/portugal-vai-ter-testes-de-imunidade-o-que-sao-e-como-podem-ajudar-a-economia-12031792.html?fbclid=IwAR0zXUM260EiMGAkVqhwWxnW75h-pxjWnXAy7mpGTcseop9r_Nr9Dn6Pzfg

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1.- Considera os “testes diretos”

1.1.-  Identifica a analogia usada para explicar os  “testes diretos“.

1.2.-  Indica em que circunstâncias é adequado o seu uso.

1.3.-  Explica porque podem surgir falsos positivos neste tipo de teste.

2.- Considera os “testes indiretos”

2.1.-  Identifica a analogia usada para este tipo de testes.

2.2.-  Indica em que circunstâncias são adequados-

2.3.-  Indica, fundamentando a tua opinião, em quem deveriam ser usados os “testes indiretos“, de forma prioritária!

3.- Distingue em termos de moléculas a detectar ou a usar os “testes indiretos” e “testes diretos” de vacinas.

4.- Indica as vantagens dos testes diretos relativamente às vacinas, no contexto atual.

 

 

 
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Publicado por em 5 de Abril de 2020 em Acontece, CTSA, Unidade 3.

 

Coronavirus vs Morcegos

DURAÇÃO DO VÍDEO: 3 minutos aproximadamente.

Algumas questões para exploração do vídeo: 

1.- Lista alguns dos vírus (nomes comuns/doenças por eles provocados) considerados mais perigosos para os humanos referidos no vídeo. (Opcional – pesquisa sobre um/ama dos/das que te suscitar maior curiosidade)

2.- Identifica dois parâmetros a ter em conta na perigosidade de uma doença viral.

3.- Localiza no tempo o aparecimento dos surtos virais mais recentes tendo o morcego como agente de propagação.

4.- Explica o que pode estar na origem da quebra da barreira interespecífica entre morcegos e outros organismos, incluindo humanos.

5.- Indica o comportamento que os morcegos adoptam que propicia a propagação viral entre eles.

6.- Explica, numa perspectiva, neodarwinista a existência de vírus em morcegos saudáveis,

7.- Explica o motivo que pode estar na origem da maior agressividades dos vírus transportados pelos morcegos junto dos humanos.

8.- Explica porque é ecologicamente inapropriada a eliminação dos morcegos.

9.- Sugere medidas que visem a diminuição do risco de haver transmissão viral entre morcegos e humanos .

 

 

 

 

 
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Publicado por em 5 de Abril de 2020 em Biodiversidade, CTSA, Unidade 3.

 

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Pandemia!!! 2020

https://www.dgs.pt/

https://covid19.min-saude.pt/

https://sicmulher.pt/-mulher/2020-03-17-Nao-sabe-como-retirar-corretamente-as-luvas-descartaveis–Este-paramedico-ensina-lhe?fbclid=IwAR39gdv2hJoIHkSWd663Y1-_W9-BaQXyNm9tFunetWM8jgY6NPKbKQ_jxCo

 

 
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Publicado por em 19 de Março de 2020 em CTSA, Unidade 3.

 

Crescimento Populacional

Um EXCELENTE programa!

Ecelente program

 
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Publicado por em 30 de Janeiro de 2020 em 9.º ano, CTSA, Documentário, Unidade 1

 

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